segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Ubuntu 11.04 e o Unity. Antes de reclamar, experimente!

A Canonical tem a mania de inovar com o Ubuntu e, diga-se de passagem, costuma acertar. Independente das politicas da empresa, estou aqui para dizer uma coisa a sobre o Ubuntu: Merece o nosso respeito!

Eu não sou usuário, nem me sinto muito a vontade quando estou trabalhando com essa distro, simplesmente porque eu amo a linha de comando e dou preferência ao modo Slackware de ser.

O novo Ubuntu 11.04 inovou com a interface Unity, que nada mais é do que um Gnome modificado com algumas extensões do Compiz tambem modificadas. Porém, vou te dizer, ficou excelente. Muito diferente de tudo aquilo que já vimos no Linux. O aproveitamento de espaço na tela é coisa de louco. Principalmente para pessoas que usam netbooks.

Baixei a imagem gerada na sexta-feira (daily builds), usei por meia-hora essa imagem rodando diretamente do pendrive, e não tive nenhum crash, nenhuma dificuldade... só o desempenho que não é lá essas coisas pois, além de ser Ubuntu ( ele tem suporte nativo a lentidão :P ), estava rodando a partir do pendrive e, para completar, utiliza o Compiz, coisa que meu chip gráfico dos infernos não aguenta muito bem (culpa da Intel que castra chips baratos). O Gnome-Shell (Gnome 3) roda melhor do que o Unity, mesmo rodando no pendrive.

Bom, só passei pra falar um pouquinho a respeito do novo Ubuntu. Vale a pena perder uns minutinhos para ver o excelente trabalho que a Canonical está fazendo, mas lembre-se: nada é perfeito!

sábado, 23 de abril de 2011

Mais indignação e decepção com o Intel 945GM

Se você der uma olhada no meu twitter verá que vivo reclamando do péssimo desempenho do processador Intel ATOM e do terrível desempenho do chip gráfico Intel 945GM. A Intel, assim como algumas outras empresas, quando fabricam produtos de baixo custo (low-end), parece que incluem no pacote uma controladora de dor de cabeça e um processador de raiva. Totalmente de graça!!

Rapaz, eu vou te dizer, já tive tantos problemas, tanta dor de cabeça e tanta raiva com esse chip gráfico 945GM que não dá pra citar aqui no blog.

Hoje, para completar o conjunto e me provar que devo manter distância dos produtos Intel de baixo custo, descubro que o terrível chip gráfico 945GM não oferece suporte ao libva (ou vaapi) que, segundo a Wikipedia, é uma biblioteca open source que acelera significavelmente o processamento de vídeos, principalmente em HD. Em outras palavras, tenho um chip gráfico barato, castrado, que não oferece suporte às melhores tecnologias de aceleração e otimização para processamento de vídeos e 3D.

Sabe o que é bom nisso tudo? Estou perdendo dinheiro, mas estou adquirindo conhecimento suficiente para saber quais produtos e empresas devo manter distância nos próximos investimentos. A HP e os produtos low-end da Intel já estão na lista!!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Convertendo ou montando imagens NRG (Nero) no Linux

Através do oráculo, para variar, encontrei dicas e detalhes de como converter uma imagem de CD/DVD no formato NRG ( formato proprietário do software NERO ) para o formato padrão ISO utilizado e reconhecido por todos os softwares de gravação.

Alguns dizem que o formato proprietário do NERO nada mais é do que o formato ISO com um cabeçalho de 300KiB, o que torna o arquivo ilegível por outros softwares. Porém esse artigo da Wikipedia nega essa informação e dá explicações técnicas que diferenciam um formato do outro.

Existem softwares/scripts que fazem a conversão de um formato para outro no Linux, mas como gosto de buscar informações e sou adepto ao modo de texto resolvi postar aqui a junção de duas dicas encontradas no site Viva O Linux. Não testei ainda, mas algumas pessoas recomendaram e eu acredito que funcione.

Dica 1 - Convertendo a Imagem - Clique aqui para o artigo original

Abra o terminal e utilize a seguinte syntax

$ dd if=arquivo.nrg of=arquivo.iso bs=512 skip=600

dd = software que faz cópias idênticas byte a byte entre unidades, partições, imagens, etc
if = arquivo de entrada. nesse caso, o arquivo do NERO no formato .nrg
of = arquivo de saída. o arquivo que será gerado, nesse caso, no formato padrão .iso
bs = tamanho dos bytes que serão lidos e escritos sequencialmente. 512 bytes
skip = tamanho do bloco a ser ignorado que está no setor inicial do arquivo de entrada. 600

Observe que ignoramos um bloco no valor de 600, ou seja, 512 bytes ignorados 600 vezes
(600 * 512) = 307.200 = 300KiB

Dica 2 - Montando a Imagem - Clique aqui para o artigo original

Abra o terminal e digite a seguinte syntax:

# mount -o loop,offset=307200 arquivo.nrg caminho/diretório

mount = software responsável por montar unidades, partições, imagens, etc
-o = opções
loop = utiliza o dispositivo loop nativo do linux que permite montar imagens, por exemplo
offset = a partir de qual setor em bytes o arquivo será lido e montado
arquivo.nrg = arquivo de origem, a imagem no formato .nrg
caminho/diretório = caminho até o diretório onde o arquivo será montado ( ex: /mnt/imagem )

Mais uma vez podemos notar a presença do numéro 307.200 ( sem . ) pois no comando mount não informaremos em bloco, mas em bytes diretamente.

Após executar o mount como citado acima basta acessar o diretório que você escolheu como destino para a imagem ser montada e acessar os arquivos contidos nela.

Espero que gostem.
Abraços!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Renomeando partições NTFS no Linux

As vezes formatamos uma partição NTFS e esquecemos de definir um nome para ela. Se deseja renomea-la basta instalar o pacote ntfsprogs e executar o comando utilizando a syntax abaixo com a unidade desmontada:

# ntfslabel device label

por exemplo, definir o nome Janelas para a partição sda1

# ntfslabel /dev/sda1 Janelas

Agora basta remontar a unidade ou, dependendo da distro, reiniciar o PC.

Essa dica foi encontrada no site Ubuntu Documentation.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Acesse partições ext2/ext3 no Windows

Essa dica foi testada no Windows XP

Se você tem alguma unidade ext2 ou ext3 no seu PC e deseja que o Windows XP tenha acesso a ela, recomendo que instale o Ext2 IFS For Windows. Existem outras opções, mas essa é a minha preferida pois a mesma oferece acesso "nativo" à partição, sem precisar instalar um gerenciador de arquivos (tipo um Windows Explorer) como mediador.

Porém, como nem tudo são flores, uma vez me deparei com um problema: o software detectava e definia uma letra para a unidade, porém não conseguia monta-la. Foi aí que, no site de troubleshoot oficial do projeto, encontrei uma referência ao software mountdiag.

É um software bastante simples, que roda via texto mesmo. Ele te informa o provável motivo que está impossibilitando a montagem da unidade. Basta roda-lo com o comando mountdiag.exe x: onde x é a letra da unidade definida por você lá no Painel De Controle, na opção recém-criada IFS Drives.

No meu caso, o programa informou que o inode da minha partição ext2 possuia 256 bytes, diferente do padrão de 128 bytes. Na mesma informação ele sugere que seja feito um backup da unidade e rode o comando mkfs.ext3 -I 128 em um SO que dê suporte nativo ao formato ext2/ext3. Como utilizo o formato ext2 basta substituir o comando sugerido por mkfs.ext2 -I 128.

Absurdamente simples. Espero ter ajudado.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Binary Blob

Se você é um usuário comum provavelmente nunca ouviu falar em Binary Blob. Este termo é mais utilizado no meio técnico, em definições de regras e políticas de segurança pertencentes às leis que regulam o uso e a distribuição de projetos opensource. Porém, se você é um usuário comum que se interessa em leitura e, principalmente, se preocupa com o que está sendo executado em seu computador, existe uma grande possibilidade de você conhecer esse termo, ou pelo menos o seu conceito.

Segundo a Wikipedia, Binary Blob é um termo usado em certos projetos open source para descrever um código objeto para o qual não se disponibiliza o seu código-fonte. EM certos sistemas operacionais como o Linux e BSDs, o termo refere-se a drivers parciais ou completos de determinados dispositivos, provenientes de companhias como ATI Technologies e NVIDIA, manufaturados para funcionamento de certas características do dispositivo (como aceleração de vídeo).

Existe uma certa confusão entre os termos Binary Blob e Firmware. No próprio Wikipedia voce encontra a seguinte explicação sobre o Firmware: Firmwares não são tidos como binary blobs, pois são copiados para o dispositivo e não são executados pelo sistema operacional nem pela CPU. O projeto OpenBSD aceita firmwares, desde que a licença de uso assim permita. Firmware, o software operacional requerido por um microcontrolador onboard que acompanha algum hardware, é geralmente não consistido para se tornar uma binary blob. Muitas vezes é arquivado na memória flash onboard, mas para diminuir custos e falicitar o upgrading, alguns manufatureiros agora usam firmware externa uploadeada no próprio sistema operacional, que é meramente copiado para o device e não executado, diminuindo a preocupação sobre falhas de segurança escondidas. O projeto OpenBSD aceita firmware binario em imagens e irá redistribuir a imagem se a licença permitir.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Corrigindo a incompatibilidade entre o youtube-dl e o python no Arch Linux

Em algumas distros, principalmente nas que seguem a filosofia Rolling Release, já ocorreu a substituição do python2 pelo python3. O Arch Linux é um exemplo de distro Rolling Release.
Devido a essa substituição alguns scripts escritos para funcionarem com python2 apresentam erros no momento da execução.

O problema ocorre porque o link simbólico python agora aponta para o python3, e não para o python2. Existem dois métodos simples para resolver o problema:

1. Fazer com que o link simbólico /usr/bin/python aponte para o python2

2. Editar o script (nesse caso o youtube-dl) para procurar diretamente o python2 (Recomendado)

O método 1 não é indicado pois o Arch Linux possui seus scripts em python pré-configurados para seguirem o padrão da distro, ou seja, apontam para o link simbólico python para executarem o python3.

Então o ideal é substituir o script em questão para não por em risco a integridade do sistema em geral.

Para isso, basta abrir o script em qualquer editor de texto e substituir a linha inicial


#!/usr/bin/env python

por

#!/usr/bin/env python2

Fácil? Também acho. ;)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Testei o Live CD do Gnome 3.0 - Fedora

Galera, estou postando só por uma questão mesmo de informação. A experiência que tive com o Live CD do Gnome 3.0 - Fedora - foi bastante rápida e só me permitiu chegar a conclusões superficiais.

PRÓS
Utilizei o Live CD baseado no OpenSUSE para fazer o mini-review do Gnome 3.0 e comentei sobre a minha preocupação (desconfiança, pé atrás, etc) com a distro Fedora por causa de alguns problemas que já tive no passado. Bom, venho agora mudar o que eu disse:
O Live CD do Gnome 3.0 baseado no Fedora me pareceu mais leve, mais organizado e com aplicativos mais interessantes. Além de ser mais recente (eu acho) do que o do OpenSUSE.

CONTRAS
Não permite ser instalado no PC. Explorei o sistema durante uns 20 minutos e não encontrei nada que nos levasse a um assistente de instalação ou algo parecido. Inclusive tentei via linha de comando como root, procurei em diretórios como /sbin e /usr/sbin mas nada foi encontrado.

Tentei acrescentar o parâmetro disponível no OpenSUSE, porém escondido (available, but hidden ATM, segundo Frederic Crozat) liveinstall no kernel mas não é permitido. O Fedora não exibe um menu de bootloader mesmo que você pressione algumas teclas. Também não lhe permite editar o arquivo .cfg que possui os parametros de boot. A partição é detectada como Hidden HPFS/NTFS. Se você tentar monta-la, só consegue em modo de leitura. No Windows você não enxerga a partição. Só me restou tentar alterar os flags da partição, mas eu já estava cansado e precisava do pendrive livre para colocar a imagem do Arch Linux.

Então, para concluir, se você estiver procurando uma distro bem elaborada para conhecer o Gnome 3.0, utilize a versão do Fedora. Mas, se você preferir uma distro um pouco mais pesada, cheia de opções, customizações e detalhes com certeza a sua opção será a do OpenSUSE. Lembrando que, até onde procurei, a do FEDORA NÃO PERMITE A INSTALAÇÃO e a do OPENSUSE PERMITE A INSTALAÇÃO.

Gnome 3 - Arch Linux - Intel KMS (modeset)

Após o longo dia de testes do GNOME 3.0 resolvi ir além e fazer uma instalação desse novo ambiente no Arch Linux. Eu não queria apenas testa-lo através de um live-cd de apresentação, digamos assim. Eu gostaria de utiliza-lo em uma distro que me permitisse fazer uma instalação do zero.

Como hoje me superei no quesito disposição, pratiquei algumas leituras sobre como instalar o Gnome 3.0 no Arch Linux. Bom, chega de história, vamos ao passo-a-passo.

Obs.: O tutorial sobre o Intel KMS utiliza os arquivos referentes ao GRUB2-BIOS, bootloader que optei durante a instalação do Arch Linux.

Obs.2: Todos os comandos abaixo devem ser executados como root.

1. Instalando o Gnome 3.0 no Arch Linux
Após uma instalação normal, habilite o repositório [Testing] descomentando a linha referente a ele no arquivo /etc/pacman.conf
[testing]
Include = /etc/pacman.d/mirrorlist

Configure o(s) mirror(s) de sua preferência descomentando sua(s) linha(s) referente(s) no arquivo /etc/pacman.d/mirrorlist
 -- Eu costumo usar os servidores HTTP C3SL (Brazil) e o HTTP ARCHLINUX (USA)
 -- Brazil com Z porque no arquivo está assim

Atualize APENAS o banco de dados do Pacman. Se você rodar o comando para atualizar o sistema em geral ( pacman -Syu ou pacman -Su ) com o repositório testing habilitado terá vários problemas. Em seguida instale o Gnome 3.0
pacman -Sy
pacman-db-upgrade
pacman -S testing/gnome testing/gnome-extra \
gstreamer0.10-plugins xorg xorg-drivers networkmanager \
network-manager-applet bluez gnome-bluetooth ttf-dejavu

Edite os arquivos abaixo com suas respectivas modificações:
1. /etc/rc.conf

-- Seção MODULES
!snd-pcm-oss
--> isso previne que alguns programas utilizem o ALSA OSS ao invés do PulseAudio.

-- Seção NETWORKING
#eth0="eth0 192.168.0.2 netmask 255.255.255.0 broadcast 192.168.0.255"
#eth0="dhcp"
INTERFACES=(!eth0 !wlan0)
--> isso previne que o serviço nativo de rede (networking) detecte e configure as interfaces

-- Seção DAEMONS
DAEMONS=(syslog-ng !network netfs crond !alsa dbus networkmanager hal)
--> isso desabilita o serviço nativo de rede (networking) e o servidor de som (alsa)

2. /etc/inittab
## Only one of the following two lines can be uncommented!
# Boot to console
#id:3:initdefault:
# Boot to X11
id:5:initdefault:

...

# Example lines for starting a login manager
#x:5:respawn:/usr/bin/xdm -nodaemon
x:5:respawn:/usr/sbin/gdm -nodaemon
#x:5:respawn:/usr/bin/kdm -nodaemon
#x:5:respawn:/usr/bin/slim >/dev/null 2>&1

2. Ativando o KMS (Kernel Modeset) da Intel GMA950

Quando digo que hoje estava com disposição é porque DE FATO eu estava! Eu já tinha um problema BASTANTE chato com o Arch Linux: Nunca conseguia habilitar a resolução nativa do monitor do meu netbook. Hoje, para tornar meu dia super agradável, consegui resolver essa questão de forma rápida e direta, consultando as fontes corretas na internet.

No próprio wiki do Arch Linux aprendi os seguintes passos:
1, Edite o arquivo /etc/mkinitcpio.conf

MODULES="ata_piix ehci-hcd uhci-hcd ext4 intel_agp i915"
--> acrescente os módulos intel_agp e i915

2. Edite o arquivo /etc/default/grub

GRUB_GFXMODE=1024x600x24
GRUB_GFXPAYLOAD_LINUX=keep
--> defina a resolução do seu monitor em GRUB_GFXMODE

3. Edite o arquivo /boot/grub/grub.cfg

Na linha referente aos parametros a serem carregados durante o boot remova a opção nomodeset, como no exemplo abaixo

ANTES

linux (${root})//boot/vmlinuz26 root=/dev/disk/by-uuid/2621e753-aca0-438f-b1eb-a5b4241005cd rootfstype=ext4 ro nomodeset add_efi_memmap

DEPOIS

linux (${root})//boot/vmlinuz26 root=/dev/disk/by-uuid/2621e753-aca0-438f-b1eb-a5b4241005cd rootfstype=ext4 ro add_efi_memmap

Se por um acaso a remoção da opção nomodeset não for suficiente, acrescente a opção i915.modeset=1 como no exemplo abaixo

linux (${root})//boot/vmlinuz26 root=/dev/disk/by-uuid/2621e753-aca0-438f-b1eb-a5b4241005cd rootfstype=ext4 ro i915.modeset=1 add_efi_memmap

4. Atualize o "ramdisk" responsável pelo pré-carregamento de alguns módulos necessários para o arranque do sistema
mkinitcpio -p kernel26

Se você utiliza o Kernel LTS
mkinitcpio -p kernel26-lts

Reinicie o computador e aproveite! :-)
Espero ter ajudado.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mini Review - Gnome 3.0 - Live CD OpenSUSE - Pt 2

Reproduzindo música

Totem reproduzindo mp3

Como não estou familiarizado com o OpenSUSE (primeira vez que EXPLORO o sistema) tive um pouco de dificuldade para ouvir as músicas em MP3. Procurando no oraculo encontrei tutoriais indicando a biblioteca e os plugins fluendomp3. Mandei instalar e pronto. O Totem, único reprodutor multimídia instalado por padrão, e já portado para GTK 3, tocou perfeitamente meus arquivos.

Centro de Controle

Centro de Controle - System Settings

O Centro de Controle do Gnome 3.0 ainda está bastante simples e imaturo. Tenho certeza que muitas coisas serão acrescentadas no decorrer dos meses, quando novas versões forem lançadas. Não existe nenhuma opção para selecionar fontes e temas. Tudo é feito "na unha" através do gconf-editor que agora se chama GNOME Configuration Editor na lista de aplicativos.
Para alterar o tema do gerenciador de janelas, por exemplo, temos que abrir o GNOME Configuration Editor, acessar desktop > gnome > shell > windows e alterar o valor da chave theme. O padrão é o tema Adwaita.

Gnome Terminal

Gnome Terminal - Cadê a transparência?

O Gnome Terminal também já foi portado para o GTK 3 e, assim como os outros aplicativos que também já foram portados, passou por poucas modificações na localização dos seus componentes. É como se tivessemos olhando para o mesmo aplicativo da série 2.x, porém com um tema diferente. Não sei se é um bug, ou se foi por má configuração, mas ao ativar a transparência no terminal somente suas laterais ficaram "meio" transparentes, parecendo mais com um borrão. No screenshot acima a transparência está desativada.

Conclusão

Shell exibindo o Nautilus e o gEdit

Para finalizar, uma imagem do Gnome Shell exibindo lado a lado as janelas do Nautilus (gerenciador de arquivos) e do gEdit (editor de textos). Esses, entre outros, também foram portados para GTK 3. Enfim, todos os aplicativos de base e utilitários que fazem parte do projeto oficial já foram portados. Cabe-nos agora esperar pelo amadurecimento do Gnome, assim como o excelente KDE 4 amadureceu. De fato, o Gnome 3.0 teve um lançamento melhor e menos bugado do que o KDE 4, mas isso é natural. Não significa que a equipe do Gnome seja melhor, ou algo desse tipo. Cada um segue uma linha, e ambos estão aí, melhorando a cada dia.

Senti falta de algumas coisas do Gnome clássico, mas é só um processo, como havia dito, de amadurecimento, tanto do Ambiente de Trabalho quanto de nós usuários.

Mini Review - Gnome 3.0 - Live CD OpenSUSE - Pt 1

Resolvi dar continuidade em um novo post para evitar que o anterior fique muito grande.

Instalação do Gnome 3.0 Live CD

OBS: Antes de tudo, assegure-se de estar com as partições DESMONTADAS.

Levando o cursor do mouse ao topo esquerdo da tela será aberta a área dedicada ao que chamamos de Activities. O Activities é uma mistura de gerenciador de espaços de trabalho (áreas de trabalho), busca e menu (na verdade uma lista) de aplicativos. Nessa área digite Install e você encontrará a opção de instalar o sistema, dentre outras opções que carregam o nome Install.
A instalação é bastante detalhista e exige um pouco de conhecimento sobre particionamento e instalação de bootloader. ATENÇÃO: O OpenSUSE criará um esquema de particionamento que separa a raiz ( / ) do diretório de usuários ( /home ). Fique atento para fazer modificações caso esse não seja o seu esquema preferido.
Os pontos de montagens também serão automaticamente definidos (como as partições NTFS, por exemplo) e entradas no GRUB serão criadas. Ponha em práticas seus conhecimentos no que se diz respeito à instalação de LINUX e arrume tudo ao seu modo.

O instalador avisará que 1GB de memória não é o recomendável para a instalação (no meu caso, pois só tenho 1GB) mas tudo correrá tranquilamente. Ignore a mensagem, faça a instalação e clique na opção para reiniciar o PC.

No primeiro reboot, o GRUB carregou normalmente mas a inicialização do sistema parou. Tive que reiniciar o netbook na marra. Já na segunda vez, durante o GRUB pressionei TAB e selecionei manualmente o OpenSUSE. Tudo correu bem. Após a primeira inicialização você será direcionado à uma tela de ajustes de primeira execução. Aguarde uns instantes e, se você desmarcou a opção de LOGIN AUTOMÁTICO durante a instalação, você será levado à clássica tela de login do GDM3.

Dentro do Gnome 3.0

Visual Padrão

A imagem acima é o Ambiente Gnome 3.0 em sua forma padrão. Essa interface já não é mais novidade para aqueles que já vinham acompanhando as notícias sobre esse lançamento, mas passou por melhorias.

O Shell - Aplicativos

Eis a imagem do Shell em ação, exibindo a lista de aplicativos favoritos à esquerda (como um dock), lista de aplicativos disponíveis no sistema ao centro, categorias de aplicativos (Menu de Aplicativos) à direita.

O Shell - Janelas e Áreas de Trabalho

De forma totalmente integrada podemos movimentar janelas, criar novos espaços (áreas) de trabalho, adicionar aplicativos ao dock de favoritos, fechar os aplicativos abertos pela barra superior... enfim, as possibilidades são várias de se executar uma ação.

Gerenciador de Pacotes

O gerenciador de pacotes do OpenSUSE instalando as atualizações. Esse é o momento em que digitei a senha de administrador.

Continua no próximo post.

Saiu o Gnome 3.0!!

Pois é pessoal, saiu a maior atualização já feita pelo grupo de desenvolvedores do Gnome desde 2002.

Segundo algumas fontes, o GNOME 3.0 é tão revolucionário quanto o KDE SC 4.

Compilar um Gnome nunca foi fácil, e, sinceramente, eu não tenho o MÍNIMO de paciência para encarar uma compilação complicada e gigantesca em um processador ATOM.
É pedir pra chorar durante 40 dias e 40 noites seguidas... e após secar toda a lágrima de meu corpo, a compilação não terá sido concluída ainda.

Me resta esperar testa-lo em alguma distro qualquer.
Daqui para domingo COM CERTEZA haverão opções de sobra.
Só não posso esperar em um Debian da vida. Seria pedir demais. Se um XFCE 4.8 e um KDE SC 4.6 até hoje não foi colocado em nenhum repositório (não que eu saiba. se alguem souber, avise-me por favor), quem dirás o Gnome 3.0 que é infinitamente mais complicado de compilar do que o XFCE e o KDE juntos.

Quer dizer, o Gnome 2x era SUPER CANSATIVO para compilar, mais ou menos assim:
(n² de dependências) x (n³ de complicações) = irritação x (n x 2)³

não sei como está o Gnome 3.0... espero que a equipe de desenvolvimento tenha trabalhado nessa questão.

Não é a toa que o Patrick Volkerdig removeu o Gnome do Slackware há muito tempo alegando o excesso de complicações e o tempo excessivo dedicado para mantê-lo na distribuição.
E todos nós sabemos das qualidades do Patrick e sua equipe. Os caras sabem muito.
Se eles reclamaram da complicação e do excesso de tempo dedicado, imagine...

Update:
Esqueci que no site oficial disponibilizaram duas versoes LIVE-CD para testar o Gnome 3.0.
Voce pode optar entre a versao baseada no OpenSUSE ou a versao baseada no Fedora.
Devido a VARIOS PROBLEMAS E DIFICULDADES que ja tive com o Fedora, optei pelo OpenSUSE e, neste momento, estou postando esse update pelo Epiphany 3.0.

No Live-CD existe o Firefox 4.0 Beta 12, mas estou dando preferencia aos aplicativos ja portados para a lib GTK 3. De nada seria interessante testar o Gnome 3.0 baseando-se apenas nos aplicativos que utilizam a ja conhecida lib GTK 2.
Portanto, ja abri o GIMP (gtk2), abri o Firefox (gtk2), testei o EOG (gtk3) e estou navegando pelo Epiphany (gtk3).

Ja pude perceber que o Gnome 3.0 foi feito para monitores com resolucao maior do que meu simples netbook. A maioria das janelas nao cabem completamente numa resolucao de 1024x600, exigindo que o usuario arraste a mesma para ver o conteudo restante.

Mas isso ja era de se esperar. Nao e' a toa que a maioria dos Ambientes de Trabalho estao lancando uma versao exclusiva para Netbooks. O Gnome 3.0, como nao explorei por completo, nao sei dizer se tem essa opcao.

Dizem que a primeira impressao e' a que fica, e diante do que estou vendo e experimentando, o Gnome 3.0 veio para revolucionar. Inclusive vale ressaltar que o Gnome Shell esta rodando perfeito, sem pesar na minha pobre Intel GMA950 capada para netbooks. Achei que ficaria bastante pesado. Isso me preocupava, mas diante dos testes o comportamento esta sendo bem agradavel, com janelas sombreadas e animacoes nativas de transicao do Gnome 3.0 como, por exemplo, levar o cursor do mouse para o topo esquerdo da tela para alternar entre os espacos de trabalho (Activities) disponiveis.

Vou prosseguir com os testes. Qualquer novidade posto aqui.

Update 2:
Pessoal, vou prosseguir em outro post.
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