terça-feira, 29 de março de 2011

Error inserting padlock_sha ... durante o boot.

Não sei o que significa essa mensagem de erro que tem aparecido durante o processo de boot do Debian Squeeze.

Algum pacote que instalei e não configurei... aliás, eu nem mesmo sei do que se trata.

Solução encontrada no forum do Arch Linux:

1. Editei o arquivo /etc/modprobe.d/blacklist.conf como root

2. Inseri as linhas abaixo
blacklist padlock_aes
blacklist padlock_sha

Pronto.

Qualquer dia desses procuro compreender a causa desse problema. Qual pacote instalei, como configura-lo e o motivo da falta do modulo padlock_sha dentro da diretorio crypto do kernel.

Ajustes e Touchpad no Xfce 4.8 no Debian Squeeze

Olá pessoal, tudo bem?

No post anterior comentei sobre a compilação do Xfce 4.8 no Debian Squeeze.

Muitas horas se passaram de lá pra cá e tudo continua rodando muito bem.

Só precisava configurar algumas coisas... então instalei o gnome-power-manager e o network-manager.

Acrescentei o gnome-power-manager para iniciar automaticamente com o Xfce.

O network-manager não precisa acrescentar nenhuma entrada em arquivo de configuração pois o mesmo é carregado "automagicamente", como já era de se esperar.

Ativar o tap click no touchpad me deu um pouco de trabalho. Eu não sabia se deveria criar uma política no hal ou uma entrada em /etc/x11/xorg.conf.d/

Enfim, fiz uma busca e encontrei no site Fedora Unity, na parte que explica como habilitar o touchpad no Fedora 13 (utilizando o xorg.conf.d). O método utilizado no Fedora 11 e 12 (pelo hal) já está ultrapassado para algumas distros.

1. Como root crie e edite um arquivo conf
vim /etc/X11/xorg.conf.d/00-enable-taps.conf

2. Coloque o conteúdo abaixo e salve o arquivo

Section "InputClass"
    Identifier "tap-by-default"
    MatchIsTouchpad "on"
    Option "TapButton1" "1"
EndSection


3. Reinicie o servidor gráfico ou a sessão do Xfce fazendo um logout (ou logoff)

No próximo post colocarei algo relacionado ao Multi-Touch...

[ ] ' s

Xfce 4.8 compilado e rodando perfeito no Debian Squeeze

Hoje passei mais de uma hora compilando o Xfce 4.8 no Debian Squeeze.

De fato, as dependências são MUITAS e infelizmente não me recordo da imensa lista
de pacotes que tive que instalar para postar aqui.

Uma coisa eu sei: os repositórios oficiais do Debian, incluindo o CONTRIB e o NON-FREE contém
99,99% dos pacotes necessários para a compilação.

O único que tive que instalar por fora foi o GARCON que está disponível no ftp do Xfce.

Não precisei editar nenhuma variável, o GDM detectou o Xfce automaticamente.

Senti falta do Mousepad e do Xfce-Terminal. Ambos não estão mais incluidos no arquivo fat-tarballs do Xfce.

Como já estava cansado de tanta compilação e resolução de dependências, mandei instalar o Gedit e o Gnome-Terminal mesmo.

Só falta agora configurar o touchpad do netbook para aceitar os tap-clicks.

Se você tem paciência, e quer testar o Xfce 4.8 no Debian Squeeze, vá sem medo.

O problema é que está bastante próximo do lançamento do Gnome 3.0 e tenho certeza que todo esse meu trabalho vai por água abaixo. Quando o mesmo for lançado vou querer testa-lo e provavelmente será necessário instalar outra distro.

Talvez eu crie uma imagem do sistema atual...

Obs: Fiz a instalação do Xfce 4.8 em um sistema base recém-instalado, sem Gnome, sem nada. Não sei se com um sistema já em pleno funcionamento lhe trará as mesmas facilidades e a ausência de falhas.

Abraços!

domingo, 27 de março de 2011

Salvando videos em flash (novo método) no LINUX

Dica encontrada no blog do liquuid

Copiei e colei devido a preguicite aguda ;-)


Houve um tempo (até poucas semanas atrás), em que para salvar um vídeo FLV qualquer da web, bastava ir no diretório /tmp, e copiar o arquivo FlashFEYHS2W34F para o desktop com outro nome, ou ainda assistir o vídeo usando o mplayer enquanto o mesmo era baixado.
Mas as coisas mudaram, a Adobe, visando proteger o direito autoral da indústria, mudou o comportamento do Flash, agora ao começar o stream de vídeo ele deleta o arquivo do HD, assim ele fica inacessível para o sistema e para os outros programas, mas não para o processo que originou o stream. Ou seja, enquanto esse processo estiver rodando o sistema de arquivos não libera o espaço ocupado pelo arquivo deletado, assim ele continua disponível para o processo pai indefinidamente.
Que tal usar essa característica dos sistemas de arquivos do linux a nosso favor ?
Primeiro passo, escolha um vídeo no youtube e dê play, em seguida abra um terminal e digite:
lsof | grep deleted | grep /tmp/Flash
Essa etapa pode demorar alguns minutos, dependendo do tamanho do seu sistema e da quantidade de processos rodando, e no fim ele vai te gerar uma saida semelhante a essa:
chromium- 4103    liquuid   22w      REG       8,21  20022146     394236 /tmp/FlashXXfBMa8x (deleted)
Esse comando nos mostra qual o comando e o número do processo que tem um arquivo aberto deletado cujo o nome se inicia com ‘/tmp/Flash’. Se você pegar o nome do arquivo ‘/tmp/FlashXXfBMa8x’ e der um ‘ls’, ele não vai estar lá, por outro lado todos os processo do linux tem seus files decriptors muito bem organizados e guardados no diretório ‘/proc’.
Dessa forma usando o número do processo (segunda coluna) 4103, basta dar o comando:
ls -l /proc/4103/fd/ | grep '/tmp/Flash'
A saída será parecida com essa :
l-wx------ 1 liquuid liquuid 64 2011-03-26 16:31 22 -> /tmp/FlashXXfBMa8x (deleted)
Ou seja, existe um link chamado ’22′ linkado com o conteúdo do arquivo deletado, então basta copiar ‘/proc/4103/fd/22′ para outro diretório, para ter sua cópia do vídeo. Não é simples, mas é uma forma.


Diferenças entre poder de processamento e largura de banda.

Muitas pessoas, incluindo eu, se perdem um pouco nessa diferença entre NUMERO DE PROCESSADORES e LARGURA DE BANDA.

Cada tecnologia, software, sistema, enfim, cada projeto é desenvolvido para atender as necessidades particulares de um grupo de usuários. Vai agradar a uns e desagradar a outros. Por isso concordo plenamente com a existência da concorrência e a variação de produtos: O sistema A agrada mais ao grupo B, e o sistema B agrada mais ao grupo A.

O sistema A agrada mais ao grupo B porque o mesmo foi desenvolvido para ser rapido em calculos, e este grupo é formado por analistas, administradores, programadores e profissionais na área de edição de FOTO, SOM e IMAGEM que precisam de uma compilação rápida, podendo suportar um volume paralelo de aplicações de x².

Por outro lado, o sistema B agrada mais ao grupo A porque o mesmo foi desenvolvido para lidar com VOLUME de aplicações paralelas, e este grupo é formado por analistas, administradores, programadores e profissionais na área de edição de FOTO, SOM e IMAGEM que precisam compilar seus projetos com eficiência, sem comprometer o funcionamento do sistema, podendo suportar um volume paralelo de aplicações de x³.

Perceberam a diferença? Os grupos são iguais, porém com objetivos diferentes.

Imagine um processador da AMD e um da NVIDIA.

O Processador da NVIDIA é o sistema A -> Vai abrir 20 programas ao mesmo tempo em apenas 1 segundo. Ele possui largura de banda e frequência alta. Porém vai trabalhar no limite com os 20 programas abertos paralelamente.

O Processador da AMD é o sistema B -> Vai abrir 20 programas ao mesmo tempo em 5 segundos. Ele possui mais processadores. Vai trabalhar com folga, podendo abrir mais 10 programas (um total de 30) para começar a chegar no limite.

Qual o seu objetivo? Faça a sua escolha.

A diferença é que a NVIDIA custa €467,10 (MSI N580GTX Lightning), e a AMD custa €335,69 (MSI R6970 Lightning) **

** Dados obtidos no site do BABOO

Ja converteu esses valores para a nossa moeda? QUANTO?????? Rapaz, ta caro... Você já acrescentou os impostos né? NÃO?????? Aff... deixa isso pra lá. Esquece. ;-)

Guerra pelo topo do mundo.

Começo esse post fazendo duas perguntas a você, caro leitor:

Quem vencerá a guerra pelo "topo de mundo"? Seremos nós beneficiados?

O título desse post e as perguntas que fiz acima não estão relacionadas às guerras que temos visto acontecer no Oriente Médio, mas às guerras travadas pelas mega fabricantes da área de tecnologia: AMD x NVIDIA.

Quem reinará esse mundo?

AMD com seus adaptadores gráficos com inúmeros processadores, alto desempenho e sua política de preços "accessíveis"?

ou a NVIDA com seus adaptadores gráficos com imensa largura de banda, alto desempenho e sua política de preços "excessivos"?

Sou brasileiro, e, assim como você, sei que a política de preço aqui no Brasil não é lá essas coisas. Tudo que chega aqui, chega caro!

A política da AMD é derrubada pela política brasileira e suas altas taxas de importação, altas taxas de impostos. Estou falando de placas gráficas que chegam no Brasil com preço exorbitante, acima de R$2.000,00 ... chegando a custar R$3.000,00. Um absurdo!

Por outro lado, temos agora o direito de escolher livremente em qual fabricante devemos investir. Sejamos realistas: na época da ATI era praticamente CERTEZA um investimento nas placas da NVIDIA.
Existiam mais fabricantes, mais propagandas, mais qualidade no fim das conta. So um punhado de fabricantes investiam pesado na ATI: Saphire, Powercolor e a propria ATI.

O restante (MSI, Gigabyte, Asus, XFX, etc) lançavam 10 modelos NVIDIA e 3 modelos ATI.
Não, não estou exagerando. Eramos praticamente obrigados a comprar placas da NVIDIA por dois motivos: Compatibilidade e Disponibilidade.

Agora esse quadro mudou. A AMD entrou na briga. Sou fã da AMD, mas qualquer um deve admitir que quando a AMD entra numa guerra muitos são beneficiados. É incrível como uma empresa consegue fazer unir Qualidade e Preço "Baixo".

Quando digo PREÇO BAIXO, entenda, um INTEL CORE i7 ganha em milésimos de segundos de um Phenom II X4 nos benchmarks, e cobra até R$600,00 a mais num processador. Se você acha que R$600,00 paga por milésimos de segundos de diferença em benchmarks, por favor, me diga qual a sua profissão para que eu possa investir na mesma área que a sua. ;-)

Hoje podemos ver fabricantes que outrora só investiam na NVIDIA vendendo placas da AMD, nos permitindo escolher qual produto iremos adquirir. Deixando de lado os impostos e minha condição financeira terrível, prefiro investir R$500,00 a menos numa placa de vídeo da ATI, com desempenho muitas vezes superior ao modelo da NVIDIA e, com esses R$500,00 que sobrou, colocar mais R$100,00 e pegar um Phenom II X6. Será que com R$600,00 você compra um Core i7 e ainda sobra um troco? E se for acrescentar uma placa de vídeo da NVIDIA, quanto você irá gastar no final?

E será que vai valer a pena esse investimento?

Sim, vai valer, se você vive de benchmarks...

ATENÇÃO: Eu não trabalho para AMD, nem tenho repulsa pelos produtos da Intel e da Nvidia. Simplesmente estou analisando toda a situação como um usuário final, brasileiro, classe média baixa. Meu Netbook é INTEL e o PC que minha mãe usa é um DELL, com processador INTEL. Em ambos os casos não tive direito de escolha, só tinha INTEL para pagar, e eu tinha o dinheiro disponível. Se houvesse opção por modelos com AMD tinha sobrado $ algo $  ;-)

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Debian e o Plymouth (Boot Gráfico)

Encontrei essa dica no blog Kombatant.

Para quem não sabe, o Plymouth é o software que torna possível a exibição de belas telas de boot utilizadas em algumas distros.

O Ubuntu, Fedora e Mint, por exemplo, utilizam o Plymouth.

Vamos ao que interesa:

Antes de tudo faça o login como root e execute

aptitude install plymouth plymouth-themes-all plymouth-x11 v86d

Agora, siga o passo a passo abaixo:

1. Edite o arquivo /etc/default/grub
Substitua a linha GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT="quiet" por
GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT="quiet splash nomodeset video=uvesafb:mode_option=1024x600-24,mtrr=3,scroll=ywrap"

e a linha #GRUB_GFXMODE=640x480 por
GRUB_GFXMODE=1024x600

Obs: 1024x600 ou qualquer resolução de seu interesse. O blog do Kombatant informa que o Grub2 suporta várias resoluções diferentes, e que você pode colocar uma lista de resoluções e o Grub escolherá a primeira que for compatível com seu sistema. Porém, o mesmo não informa como separar as resoluções desejadas no arquivo de configuração. Acredito que as resoluções devem ficar separadas por vírgula.
Ex: GRUB_GFXMODE=1024x600,1366x768,1440x900

2. Edite o arquivo /etc/initramfs-tools/modules
Acrescente a linha abaixo:
uvesafb mode_option=1024x600-24 mtrr=3 scroll=ywrap

3. Edite o arquivo /etc/initramfs-tools/conf.d/splash
echo FRAMEBUFFER=y | tee /etc/initramfs-tools/conf.d/splash

4. Atualize o Grub2 e o initramfs
update-grub2
update-initramfs -u

5. Defina o tema a ser utilizado
plymouth-set-default-theme --list (lista os temas disponiveis)
plymouth-set-default-theme TEMA (define o TEMA)
update-initramfs -u (aplica ao initramfs)

Eu estou utilizando o tema simples spinfinity

Os mais bonitos na minha opinião são
spacefun (padronizado ao tema espacial do Debian Squeeze)
solar (muito bonito. tive a impressão de ser pesado)

Agora é só curtir o boot gráfico.

Enfim dispositivo de rede sem fio funcionando no Debian!!

Olá pessoal!

Hoje, enfim, pude testar aquilo que era uma suposição.

Me lembrei que o Debian mantem fora da instalação padrão e de seus repositórios principais softwares, firmwares e modulos que não estão dentro da licença utilizada pelo sistema.

Para utilizar tais softwares temos que habilitar os repositórios contrib e non-free.

Além disso é recomendado acrescentar o repositório debian-multimedia para poder utilizar sem problemas os formatos de mídia patenteados.

Ao utilizar o Ubuntu e o Linux Mint (tanto as versões derivadas do Ubuntu e do Debian) percebi que o dispositivo de rede sem fio funcionava. Minha placa é uma Realtek 8192E.

Eu ficava intrigado como no Linux Mint Debian Edition (LMDE) minha placa funcionava, e no Debian não funcionava.

No Fedora, que segue a mesma linha de raciocínio do Debian, também não funcionava.

Foi diante de toda essa problemática que meus neurônios tiveram um choque e me lembrei dessa questão de patentes e softwares proprietários, e comecei a supor que era necessário instalar o pacote de firmwares. Dito e certo!

Executei no Debian o seguinte comando como root:

aptitude install firmware-realtek firmware-linux firmware-linux-nonfree firmware-iwlwifi

Reiniciei o PC e pronto. Wireless funcionando ;)

Obs: Não sei se o pacote firmware-iwlwifi é necessário. Instalei ele para não ficar perdendo tempo... são 08h00 da manhã, preciso dormir um pouco mais pois tive uma noite daquelas, acompanhado por sônia - ja sou íntimo da insônia rsrs...

Obs2: Desculpem-me o carnaval (cores em excesso). Foi só para mudar um pouco. Não estou sofrendo de frescurite aguda. Deve ser efeito de uma noite perdida.

Abraços!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Compartilhe arquivos online de forma simples.

Na minha opinião o mais simples e prático método de compartilhar arquivos online é o Let's Crate. Mais simples impossível. O site mesmo define o serviço como "Ridiculously easy file-sharing", que traduzido significa "Compartilhamento de arquivos ridiculamente fácil". Concordo que sim! Não que o serviço seja ridiculo, mas porque é realmente fácil demais.

Nem mesmo registrar-se no site é necessário.

Para efetuar o compartilhamento basta apenas arrastar o arquivo desejado para uma caixa (um caixote) que aparece logo na página principal e pronto.

O link ficará disponível por 30 minutos.

Se por um acaso você quiser que o link fique disponível por um tempo maior, aí sim, faz-se necessário o registro gratuito.

Outras formas interessantes, mas não tão simples, de compartilhar arquivos que recomendo são o Dropbox e o 4Shared.

Um outro método que está sendo bastante falado é o Box.net, mas este não experimentei ainda.

Abraços a todos!

terça-feira, 22 de março de 2011

Tablet ou Netbook? Eis a questão.

Que o PC Desktop está se distanciando do TOP OF MIND dos adeptos e entusiastas da tecnologia de ponta não é novidade. Com excessão dos GAMERS e DESIGNERS (web, modelagem 3D, CAD, etc), as pessoas estão cada vez mais voltadas para a mobilidade.

A tendência é de aumentar a busca por aparelhos portáteis como smartphones, tablets e netbooks, e a redução na aquisição de PCs de mesa e notebooks, sendo esses dois últimos reservados para aqueles que querem fazer algum trabalho pesado ( incluindo jogar ;) ) ou simplesmente se interessam por telas maiores.

A questão de telas maiores não chega a ser um problemas, pois os netbooks e tablets permitem a conexão a um monitor externo. Alguns smartphones permitem conexão com televisores. Mas para jogos ainda é preferível a aquisição de um PC comum. Ninguem quer investir R$10.000,00 reais em notebook voltado para games, pesado, desconfortável e alimentado por bateria, podendo investir R$3.000,00 num PC top de linha.

Então, na área da mobilidade, surge a dúvida: Investir em um Tablet ou em um Netbook?

Não incluo Smartphones nessa guerra por vários motivos que estou com preguiça de citar. Apenas posso dizer que na guerra entre Netbooks e Tablets AINDA não há espaço para Smartphones.

Vejamos a vantagem de cada um deles.

NETBOOK

É o mais próximo que temos de um PC comum (Desktop). Permite ao usuário instalar sistemas operacionais, instalar programas, virtualização, customização, hacks, alguns jogos, etc. Possui um teclado físico, um disco rígido, memória, entradas USB, webcam, rede cabeada, possibilidade de instalar drives externos de armazenamento ou de leitura optica, etc. Porém, os fabricantes buscando um baixo consumo de energia (ou amarrar o usuário. sim, isso existe!) limita bastante o hardware. O processador não é lá essas coisas, e o chip gráfico geralmente é PIOR AINDA.
Experimente ligar seu netbook a um monitor externo em Full HD (1920x1080) e veja os gargalos. A lentidão para abrir janelas, interrupções em vídeo e audio durante alguns processamentos. Remova o monitor. Volte a usar o display do proprio netbook, na resolução nativa e tente instalar um jogo 3D. Conseguiu? Rodou bem? Claro que não. Os netbooks precisam melhorar bastante para poder fazer o trabalho de gente grande, mas esse quadro ja está sendo mudado. Sem querer fazer propagandas, a AMD entrou na briga dos netbooks com bom processamento gráfico, suportando FULL HD, com telas acima de 10'' polegadas e um processador central Athlon bom de briga. E agora então, com o lançamento das APUs (chip gráfico encapsulado com o processador central), o desempenho subiu e o consumo de energia caiu. É uma luz no fim do túnel para os netbooks.

TABLETS

São dispositivos que cada dia mais atrai adeptos por sua simplicidade, praticidade, beleza, baixo consumo de energia e, o melhor de tudo, recursos que nos permitem cumprir as atividades básicas do dia-a-dia. Porém, geralmente vem com um sistema pré-instalado, não permite modificações de forma simples (é necessário fazer uns hacks), deixa o usuário amarrado ao fabricante para fazer atualizações e correções de firmware, passa longe de ser parecido com um PC comum e a instalação de softwares é bastante limitada. Voce nao pode simplesmente baixar um software e instalar. Tem que baixar tal software na App Store do fabricante/desenvolvedor do Tablet/Sistema Operacional. Para instalar programas de terceiros é necessário fazer uns desbloqueios via software, coisa que para o usuário leigo é praticamente impossível. Por outro lado, isso tudo nos traz uma vantagem: A integração visual e lógica do sistema. Os softwares rodam com desempenho máximo, sem gargalos, tudo de acordo com o hardware, e com o visual (interface) padrão, tornando a experiência bastante agradável. Os usuários de Mac já sabem como isso é bom. Em alguns momentos pode haver um desacordo, uma desavença, um experiência chata, desagradável... mas no final, tudo se resolve (estou falando de fabricantes sérios). 90% dos usuários de um sistema padronizado não possuem reclamações.

Como eu gostaria de ver isso no mundo do software livre voltado para PCs. Existe cooperação, estabilidade, segurança, mas a parte visual (a padronização) ainda é o lado chato. Mesmo assim, se me perguntarem "vai aí um software proprietário?" logo respondo "NÃO, OBRIGADO!"

domingo, 20 de março de 2011

Experiência com o Linux Mint LXDE.

O Linux Mint LXDE (não confundir com LMDE - Linux Mint Debian Edition) até agora tem sido o campeão em desempenho aqui no meu netbook.

Superou até mesmo o DEBIAN. Já era de se esperar que uma distro rodando sobre o LXDE seria mais leve do que qualquer outra rodando sobre o GNOME.

Mas como essa versão do Mint é baseada no Ubuntu, preferi esperar pra ver.

Todos nós sabemos que o Ubuntu, quando se trata de desempenho e estabilidade, não é lá essas maravilhas. Apesar do Ubuntu ter uma excelente forma de detectar hardware. Principalmente em dispositivos móveis. EU, particulamente, nunca tive problemas com isso nessa tão mal falada distro.

Deixando o Ubuntu e o Debian de lado, vamos falar um pouco sobre o Linux Mint LXDE.

Para minha felicidade essa distro trouxe o suporte automatico à minha placa de rede wireless, assim como no Ubuntu. E tambem ja veio com a tabela DSDT corrigida automaticamente.

Fui no forum do Ubuntu uma vez perguntar se existia algum processo automatico de correção de DSDT na distro. Sabe o que eles me responderam? NADA!

Nem ao menos uma resposta do tipo "Va procurar no google!" obtive.

Depois querem dizer que possuem um excelente forum, e pessoas sempre prontas pra responder (momento desabafo).

No LXDE so fiz algumas alterações no visual, instalei uns temas, coloquei o xcompmgr pra inicializar junto com o ambiente grafico, tirei a opacidade do painel... pronto!

O sistema é muito bonito, rápido e estável. Aprovado.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A dificuldade de habilitar a rede sem fio em algumas distros

Hoje ao ler uma matéria acerca do Debian Squeeze (na verdade uma crítica) postada no site hardware.com.br do Carlos Morimoto entendi o motivo de não conseguir habilitar meu dispositivo de rede sem fio Realtek 8192E.

Parece que algumas distros (creio que o Fedora também) não incluem alguns firmwares por questões relacionadas a patentes, licenças e softwares de código fechado.

A ausência desses firmwares não permitem o funcionamento de alguns dispositivos obrigando os usuários a ativarem repositórios extras. Mas se você não tem uma rede cabeada e sua rede sem fio não funciona... Complicado né?

A solução é acessar a internet através de outra distro, ou em outro PC e fazer o download desses pacotes para instala-los manualmente.

Fazendo alguns testes observei que o Ubuntu, o LMDE (Linux Mint Debian Edition) e o Linux Mint LXDE conseguiram ativar tranquilamente minha rede sem fio. Das distros testadas me surpreendi com o Linux Mint Debian Edition justamente por ele ser diretamente elaborado baseado no Debian Squeeze.

Como o Mint não veta o acesso a softwares patenteados, com licenças diferenciadas e com o código fechado, e possui alguns repositórios e pacotes modificados, mesmo baseado no Debian permitiu o acesso ao dispositivo da Realtek.

Abraços!

quinta-feira, 17 de março de 2011

LMDE - Uma cacetada de atualizações...

Ontem instalei a versão mais recente do Linux Mint Debian Edition (LMDE) - de Janeiro de 2011 - e me assustei com a quantidade de atualizações que estavam "esperando" por mim, em um beco escuro, prontas para ocuparem toda a minha tarde (mentira, fui dormir) bastante produtiva.

Foram aproximadamente 600MB de atualização.

Quando foi mesmo que o Debian Squeeze foi lançado como estável? será que de lá pra cá houveram tantas atualizações assim?

Nem o Ubuntu foi tão exigente comigo, que tem atualização quase todos os dias, e foi lançado em Outubro do ano passado. Apenas 300MB de pacotes novos... vai entender.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ativar monitor externo ligado ao laptop no Slackware.

Por um lado O PESO, por outro A FACILIDADE - Isso descreve o GNOME se comparado a outros ambientes gráficos feitos em GTK.

O fato é que XFCE e LXDE estão longe de serem "completos" como o GNOME, mas por outro lado são mais leves. Apesar do XFCE já não estar tão leve assim, é bastante perceptível a diferença se o mesmo for utilizado em um computador com pouco poder de processamento.

O Slackware não possui suporte oficial ao GNOME, nos deixando como única opção (oficial) o XFCE. Tenho um monitor LG 23'' que é muito bem vindo, principalmente quando estou cansado de espremer tudo na pequena tela de 10'' do netbook.

Usando o Debian, o Ubuntu, o Fedora e o ArchLinux (sempre no GNOME) bastava ir ao menu de preferências e ativar o monitor externo. Ou, pra facilitar mais ainda, era possível ativar um ícone no tray para fazer tal ativação.

Mas no Slackware, como fazer isso?

Deixando de lado alguns programinhas, applets, etc... fui à linha de comando e criei dois scripts q ficam na área de trabalho. O primeiro chamado MONITOR ON e o outro MONITOR OFF. Ambos utilizam o XRandR para fazer a troca. Na linha de comando digite

xrandr

O programa irá listar os dispositivos possíveis para exibição. No meu caso apareceram o VGA1 e o LVDS1.

VGA1 = monitor externo

LVDS1 = monitor do laptop

Então, o script MONITOR ON ficou assim

#!/bin/bash
xrandr --output LVDS1 --off --output VGA1 --mode 1920x1080

E o script MONITOR OFF

#!/bin/bash
xrandr --output VGA1 --off --output LVDS1 --mode 1024x600

Agora basta dar dois cliques em um desses scripts e a troca é feita instantaneamente.

Mais fácil até do que no GNOME...

;)

Testes e mais testes com distros Linux.

Durante 3 dias estive experimentando distros Linux que, outrora so havia usado em PCs Desktop, no netbook Samsung Go (N310).

Passei dois dias com o Fedora 14 (codename Laughlin) e as conclusões básicas que tenho são:
- Prós
- - Excelente distro, mas não perfeita (como qualquer outra)
- - Um dos melhores gerenciadores de pacotes que já trabalhei (yum)
- - Quantidade gigantesca de programas disponíveis no formato padrão (rpm)
- - Renderização de fontes muito boa
- - Possibilidade de definir configurações manuais de rede durante a instalação
- - Tirando o peso natural do gnome, tem um desempenho legal (não igual ao Debian)

- Contras
- - Instalação demorada, dando erro toda vez que eu pedia para definir um ponto de montagem para uma partição NTFS.
- - Não foi possível, assim como no Debian, botar para funcionar a rede wireless, mesmo baixando o driver, compilando, instalando, carregando... nada! Até agora o Ubuntu foi o único que ativou o dispositivo wireless sem problemas. O erro SIOCSIFLAGS: Operation not permitted me persegue.
- - Se voce utilizar o LXDE terá que se contentar com um bug chato durante o carregamento do Ambiente de Trabalho.
- - A quantidade de fontes (true-type) para serem baixadas e seus respectivos nomes deveriam ser mais claras, mais óbvias... são confusas
- - Falando em confusão, a documentação do fedora é enorme, bastante informação, porém confusas

No geral, considero o Fedora um forte candidato a se tornar a distro que ficará instalada no netbook. Mas pra isso precisarei aprender mais acerca dos diretórios e arquivos de configuração, nomes de pacotes e, é claro, ativar o dispositivo wireless.

Lembrando que nessa disputa estão o DEBIAN e o SLACKWARE (estou mais familiarizado com eles) e são imbatíveis no quesito desempenho. Tendo o DEBIAN como atrativo a quantidade de programas disponíveis, e o SLACKWARE por causa da sua simplicidade, sem operar baseando-se em repositórios, permitindo total controle e total modificação do sistema (combina mais comigo).

No próximo post falarei sobre a experiência com o velho SLACKWARE de guerra, que ja me acompanha durante alguns anos.

Abraços.
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